Diretoria do Sindicato dos Bancários protesta contra o desmonte do Estado e a privatização do Banrisul
06/12/2018

Diretores do Sindicato dos Bancários de Santa Maria e Região protestaram, na manhã desta quinta-feira (6), contra a privatização do Banrisul. Faixas foram afixadas em frente à agência Centro.

Desde que o ministro-chefe da Casa Civil do governo de Michel Temer, Eliseu Padilha, fez nova investida ao caráter público do Banrisul, na semana passada, o Movimento Sindical Bancário tem reagido. Padilha anunciou que o regime de recuperação fiscal só seria assinado com o Rio Grande do Sul se o Banrisul fosse incluído como ativo para fechar o acordo. Padilha também fez uma ameaça: com o novo governo liderado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, a pressão pela inclusão do Banrisul no acordo aumentaria.

O Movimento Sindical entende os movimentos do governo Temer como uma pressão ao governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, para que venda o Banrsiul e ingresse no Regime de Recuperação Fiscal. Leite assumiu compromisso durante a eleição de que não venderia o banco

O regime de recuperação fiscal não resolve a crise financeira e vai aumentar o estoque da dívida pública. Pelo acordo, o Rio Grande do Sul fica três anos sem pagar as parcelas da dívida à União, mas tem que entregar vários ativos públicos como a CEEE, Sulgás, CRM. O problema dessa moratória de três anos é que os juros do estoque de dívida continuam a crescer, elevando de cerca de R$ 50 bilhões o valor atual para R$ 80 bilhões, a serem pagos em parcelas de valores superiores aos atuais a partir de 2021.

Há outras formas de resolver a questão da crise fiscal. Uma delas é cobrar créditos da Lei Kandir. Por esses créditos o Estado deixou de arrecadar cerca de R$ 45 bilhões, valor que a União deixou de repassar pelo desconto feito de tributos de semifaturados gaúchos para exportação há quase 20 anos. Recuperar esses créditos reduziria em 10 vezes a dívida pública do Rio Grande do Sul com a União, por meio de um encontro de contas. Outra questão diz respeito ao combate à sonegação e aos incentivos fiscais. Estimativas dão conta de que essas seriam duas fontes de receitas que poderiam ampliar a arrecadação em R$ 16 bilhões ao ano.


Sindicato dos Bancários de Santa Maria e Região



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