Situação da Cassi é discutida em Santa Maria
11/09/2019

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco Brasil (Cassi) foi tema de uma exposição realizada pela diretora da Fetrafi/RS, Cristiana Garbinatto, na noite dessa terça-feira (10), na AABB, em Santa Maria. No encontro com funcionários do Banco do Brasil, ela conversou sobre o rombo no plano de saúde.

A Cassi é uma empresa de autogestão em saúde, fundada em 27 de janeiro de 1944, por um grupo de funcionários do BB, cujo objetivo era ressarcir as despesas de saúde desses trabalhadores. Hoje, é uma das maiores instituições sem fins lucrativos administradoras de planos de saúde do país, com mais de 660 mil participantes.

A entidade apresentou superávit até 2011, quando chegou a acumular em torno de R$ 1 bilhão em reservas. Porém, entre 2012 e 2017, o fundo se exauriu e hoje, a própria direção aponta para a necessidade de um porte de mais de R$ 1,1 bilhão

A situação fez a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) implantar na Cassi o regime de direção fiscal. Trata-se de um acompanhamento determinado pela autarquia quando são identificados riscos de saúde financeira em uma operadora.

"No final de novembro, a direção fiscal apresentará um parecer. Em cima deste documento vamos ver o que está errado na Cassi", pondera Cris.

A diretora da Fetrafi, que também é membro do conselho de usuários da Cassi no Rio Grande do Sul, aponta que falta transparência e, sobretudo, interesse por parte do banco em abrir as informações sobre o plano.

"O BB baseia-se no 'sigilo dos eleitos', ferramenta que impede o acesso dos associados a dados gerais da Cassi. Não é divulgado, por exemplo, que existem hospitais em uma mesma cidade que cobram valores distintos para os mesmos serviços", argumenta.

Cris também apresentou diversos gráficos sobre a situação financeira da Cassi. Os estudos indicam que o rombo bilionário pode ser quitado no período de um ano, desde que haja o aporte tanto dos associados quanto do patrocinador, ou seja, o BB.

Banco em silêncio
Em junho, o Conselho Deliberativo da Cassi aprovou novo aumento na coparticipação sobre exames e consultas. Os associados passam a ter que pagar 50% do valor de consultas de emergência, ou não, sessões de psicoterapia e acupuntura e visitas domiciliares, e 30% dos serviços de fisioterapia, RPG, fonoaudiologia e terapia ocupacional que não envolvam internação hospitalar.

Os aumentos da coparticipação estavam condicionados ao aporte de recursos pelo BB na Cassi. Mas, até o momento o banco não se manifestou. Por isso, não houve o reajuste.

Giro pelo interior
A palestra dessa terça, em Santa Maria, foi a primeira de uma série sobre a Cassi no interior do Rio Grande do Sul. Nesta quarta (11), Cris estará em Júlio de Castilhos pela manhã e, à noite, terá um encontro com funcionários do BB em São Vicente do Sul, onde também estarão colegas de Mata, Nova Esperança do Sul, Jaguari e São Pedro do Sul.

Em breve, a diretora da Fetrafi/RS também visitará Santa Cruz do Sul, Pelotas e o Vale do Caí.

Para mais informações sobre a situação da entidade, confira a fanpage: Vem pra Luta - A Cassi é Nossa.


Maiquel Rosauro, Jornalista (MTB/RS 13334)
Assessor de imprensa
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