Cesta básica sobe em 17 capitais e salário mínimo necessário chega a R$ 7.106,83 em dezembro de 2025

Dados divulgados nesta quinta-feira (8) pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), apontam que o valor da cesta básica aumentou em 17 das 27 capitais brasileiras pesquisadas em dezembro de 2025.
De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as cestas mais caras do país foram registradas em São Paulo, onde o conjunto de alimentos básicos chegou a R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29) e Rio de Janeiro (R$ 792,06). Já os menores valores foram observados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69) e Porto Velho (R$ 592,01).
Com base no custo da cesta básica mais elevada, o DIEESE estima mensalmente o chamado salário mínimo necessário — valor que deveria ser suficiente para garantir o sustento de uma família composta por dois adultos e duas crianças, considerando despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Em dezembro de 2025, esse valor foi estimado em R$ 7.106,83, o que corresponde a 4,68 vezes o salário mínimo vigente, fixado em R$ 1.518,00. O dado evidencia a distância entre o rendimento mínimo oficial e o custo real de vida enfrentado pelas trabalhadoras e trabalhadores brasileiros.
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos é realizada mensalmente pelo DIEESE em parceria com a Conab e é uma das principais referências para a análise das condições de vida, do poder de compra dos salários e da inflação dos alimentos no país.
Os dados reforçam a importância do debate sobre política de valorização do salário mínimo e a necessidade de medidas que enfrentem o alto custo de vida, especialmente o preço dos alimentos, que impacta diretamente o orçamento das famílias trabalhadoras.
Para o Sindicato dos Bancários de Santa Maria e Região, os números divulgados pelo DIEESE e pela Conab evidenciam que a renda da classe trabalhadora segue insuficiente para garantir condições dignas de vida, conforme prevê a Constituição. Diante desse cenário, o Sindicato reafirma seu compromisso com a defesa do emprego, da renda e de políticas públicas que assegurem o poder de compra dos salários e o direito à alimentação, à moradia e à dignidade.
