Assédio Moral

O que configura é o comportamento – gestos, palavras, comentários, insinuações, olhares – de modo ostensivo, sistemático, repetitivo e deliberado em relação à determinada pessoa, de modo que lhe cause prejuízos de ordem psíquica ou física, que atinja a sua dignidade.

O assédio moral existe desde os primórdios da civilização humana. Podendo se instalar em qualquer tipo de hierarquia ou relação social que sustente a desigualdade social e autoritarismo através de condutas nas relações de trabalho.

No romance o Primo Basílio, Eça de Queiroz nos traça um quadro inusitado de assédio moral. A coitada da Luizinha, esposa do conselheiro Jorge foi martirizada moralmente pela criada Juliana até a morte. Isso pode ser exemplificado quando um colega é promovido sem a consulta dos demais ou no momento em que a promoção implica um cargo de chefia, cujas funções, os subordinados supõem que o promovido não possui méritos para desempenhar. Claro que tudo isso é extremamente agravado quando a comunicação interna inexiste entre superiores e subordinados.

Também ocorre assédio moral entre colegas de trabalho. As causas mais imediatas são a competitividade, a preferência pessoal do chefe, a inveja, o preconceito racial, a xenofobia, razões políticas ou religiosas, a intolerância pela opção sexual ou o simples fato de a vítima ser ou comportar-se de modo diferente do conjunto de colegas.

O zelo pela dignidade e pela valorização do trabalho do seu empregado, garantindo um ambiente laboral saudável e favorável à realização pessoal do trabalhador.

É indispensável a prática de condutas preventivas do assédio, conscientizando e esclarecendo modalidades e efeitos.
A boa comunicação entre gestor (não precisando impor sua autoridade) e empregado evita e iniciação de muitos conflitos, de práticas vexatórias, sequer tendo conhecimento de meios, de tal violência.

O melhor é conhecer os comportamentos e anseios de seus funcionários para que tais práticas não se perpetuem, danificando a saúde e ensejando distúrbios psicossomáticos pelas tais condutas.

Margarete Zamberlan Thomasi, bancária

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