Cassi – O que não te contaram… ainda – por Cristiana Garbinatto

Olá, colegas!

Resolvi fazer esse texto para que vocês tenham todas as informações necessárias sobre o déficit da Cassi e possam fazer uma boa escolha na votação que inicia amanhã, dia 11 de novembro.

A Cassi acumula déficits mensais há muito tempo. Uma mesa de negociação foi criada com as entidades representativas dos funcionários (da ativa e aposentados) e o Banco do Brasil há 20 MESES para discutir uma proposta  a fim de resolver o problema.

Na Conferência Nacional dos Funcionários do BB, realizada em junho de 2016, propusemos a criação de um Calendário de Luta Nacional pela Cassi, com o objetivo de pressionar o Banco por uma proposta coerente e informarmos os funcionários sobre o que estava acontecendo nas finanças da Cassi. Entretanto, a direção majoritária do movimento sindical rejeitou a sugestão.
Em setembro de 2016, antes da campanha salarial, o Banco apresentou a proposta que estamos apreciando agora. Na época, o rombo mensal da Cassi estava em torno de R$ 40 milhões. Nesse interim, como a situação estava calamitosa, o Banco ofereceu um EMPRÉSTIMO à Cassi de R$ 60 milhões, que foi contratado em agência bancária com juros.
Feito essa contextualização, vamos aos fatos:
1) A Cassi foi criada há 72 anos. O Presidente da Cassi e o Diretor Administrativo e Financeiro são indicados pelo Banco do Brasil. Portanto, há mais de 70 anos o BB administra financeiramente a Cassi.
2) O déficit de Julho foi de R$ 49,1 milhões, já em agosto chegou a R$ 69,9 milhões. As medidas de aporte da atual proposta totalizam R$40 milhões. Portanto, mesmo aprovando a proposta, não resolveremos os problemas, os descredenciamentos e a eterna ameaça à perenidade da Cassi.
3) Estamos ouvindo que é urgente aceitar a proposta do BB ou ficaremos sem plano de saúde. Para responder estas questões tenho dois pontos que considero relevantes:
a. Planos de saúde não podem simplesmente fechar. A legislação brasileira não permite. Ele sofrerá a intervenção da ANS (Agencia Nacional de Saúde) antes disso. Vocês já imaginaram a desmoralização do Banco, como instituição financeira, ao sair na mídia que ele é incapaz de gerir financeiramente o plano de saúde dos funcionários?

b. Fomos contratados pelo BB com o direito a plano de saúde. Caso a Cassi “acabe” (como dizem os alarmistas) NÃO IREMOS PARA O SUS!

RESUMINDO:

A situação está calamitosa. Mas essa proposta não resolverá o problema nem nos próximos meses. Imaginem até 2019.
Cada um de vocês é capaz de compreender as entrelinhas  do quê está sendo proposto antes de tomar a decisão com base em fatos.
Decidindo pelo “SIM”, deve estar consciente de que a proposta não resolve o déficit da Cassi. Os funcionários pagarão 1% do salário bruto para o plano de saúde. Entendam isso como uma doação. Quem deseja doar 1% do salário para a Cassi? Muito louvável: votem SIM e sigam acompanhando as finanças.
DECIDINDO pelo “NÃO”, voltaremos às negociações. Se o Banco não apresentar proposta, acontecerá uma intervenção da ANS. Isso é ruim. Mas não é ruim só para nós. É PÉSSIMO para a imagem do Banco do Brasil.

De qualquer maneira, se queremos salvar a Cassi, teremos que nos mobilizar. Pode ser HOJE ou no futuro MUITO próximo.

Acompanhe os blogs dos eleitos da Cassi, cada um tem uma opinião diferente sobre qual o deve ser o seu voto, mas têm em comum que a proposta é INSUFICIENTE:
– Blog da “Cassi é Sua” (últimos eleitos – oposição bancária)
http://www.oposicaonacassi.com.br

– Blog do Diretor William (apoiado pela Contraf/CUT)
http://categoriabancaria.blogspot.com.brNão serão os eleitos, a Cassi, o movimento sindical, as entidades, nem o Banco do Brasil que decidirá sobre essa proposta: SERÁ VOCÊ! Informe-se!!!

Grande abraço,

Cristiana Garbinatto
Diretora Executiva
FETRAFI-RS
P.S: Se interessar a alguém, meu voto é NÃO. Por uma proposta que REALMENTE salve a Cassi.

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